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ACUMULAÇÃO

É o registro da ação artística que eu realizei durante o período de 7 dias, entre 02 e 08 de abril de 2021. Eu utilizei as mídias sociais como suporte para compartilhar o processo dos meus registros fotográficos com o público que está conectado na minha rede social online.

As fotografias foram produzidas com a câmera do meu smartphone, e neste mesmo dispositivo móvel também está instalado um aplicativo de publicação e compartilhamento de fotos instantâneas em mídias sociais, onde existe um recurso de postagens efêmeras conhecido como “stories”, e que permite que a publicação “informal” fique disponível no ar por 24 horas.

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Foram 7 publicações ao longo de uma semana, onde cada uma era composta por 2 fotografias digitais no formato vertical – uma em seguida da outra. Cada foto foi exibida no storie por cerca de 5,85 segundos até que passasse automaticamente para a foto seguinte.

A ação aconteceu de forma sistemática, em acompanhamento as atualizações dos dados obtidos no portal “susanalitico.saude.gov.br” que registra o número de óbitos acumulados por Covid-19 no Brasil. As fotos foram produzidas diariamente, com base nos dados atualizados no analítico do portal.

Registro de tela em dispositivo móvel com acesso ao portal https://susanalitico.saude.gov.br em 04 de abril de 2021

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

O motivo da ação foi prestar solidariedade às milhares de pessoas que perderam algum ente querido por Covid-19 desde o início da pandemia. Os números que foram carimbados em máscaras cirúrgicas descartáveis; no tórax de um corpo; em fitas zebradas afixadas em portas de aço; em envelopes de depósito bancário; e até a intervenção na numeração (ml) em seringas descartáveis; todos estes representam as vidas extraídas pela maneira como é encarada a pandemia de Covid-19 no Brasil. Seria uma forma de sintetizar, por meio dessas fotografias, os fatos que tentam retratar a complexidade do momento em que vivemos: negação, desinformação, “necropolítica”, desemprego, aumento dos preços, auxílio emergencial, o fecha e abre da economia, a urgência da vacina, a resistência à vacina, entre tantos outros fatos somados ao desrespeito à vida.

Registro de tela em dispositivo móvel com acesso ao portal https://susanalitico.saude.gov.br em 05 de abril de 2021

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Na totalidade da ação, a subjetividade no apelo da imagem se refere ao descarte da vida. Os números de óbitos acumulados que ganham novas proporções a cada dia são cotidianamente naturalizados por indivíduos que expressam ignorância e morbidez. É importante registrar que estes óbitos acumulados são dos corpos que já tiveram vidas, que estavam distribuídas neste vasto território, e cada uma delas continha um universo familiar.

A opção pela ação artística acontecer na mídia social tem muitos sentidos que devem ser notados pelo expectador que se dispõe em aceitar as aparições dos registros fotográficos como uma interferência na sua confortável rede social.

Registro de tela em dispositivo móvel com acesso ao portal https://susanalitico.saude.gov.br em 06 de abril de 2021

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Registro de tela em dispositivo móvel com fotografia publicada no stories de rede social.

Big Mural

 

Em fevereiro de 2020 eu pintei esse mural em grande escala na região central de Santo André.

Foram usados cerca de 150 lts de tinta para preencher todo o paredão de 130m² – sim, foram várias demãos.

Meus agradecimentos a Tintas Coral com o projeto #Tudodecor e ao grande parceiro, Fred Chalub pelo belíssimo vídeo.

O mural está localizado na Av. João A. A. Amazonas, Vila Bastos, em Santo André – SP. Brasil.

Workshop – Como desenhar Los Primus

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Além de artista visual, Thiago Vaz também é arte-educador, e nesse workshop “Como desenhar Los Primus”,o público terá a oportunidade de entender o processo artístico do qual o artista conseguiu obter êxito na forma com que desenha os personagens do seu trabalho mais recente, Los Primus.
 
Em cada encontro Vaz irá compartilhar os caminhos percorridos para chegar no resultado desse trabalho, seguido por pesquisa iconográfica que conta com os grafismos da arte indígena de diferentes povos, até a incorporação de elementos estéticos da caligrafia do Pixo de São Paulo.
 
Os participantes desenharão Los Pimus junto com Thiago Vaz, mas eles serão provocados a elaborar os seus próprios desenhos ao longo do percurso.

 

Exposição

HABITUAL – BY Thiago Vaz

Open 24 jul.

 

Exhibition 25 jul – 15 ago 2019

Espaço Kanafai – Majaz

Street: Fortunato, 88, Vila Buarque, São Paulo, Brazil

 

 

Exposição Los Primus 2018

EXHIBITION LOS PRIMUS

 

Foram cerca de 3 meses o período de Residência Artística na casa do Olhar Luis Sacilotto, por meio do edital Okupa Cultura 2018 da secretaria de Cultura de Santo André. No entanto, a ocupação aconteceu para além desses momentos pontuais das atividades que ocorreram de julho a setembro, em terças-feiras no horário das 19h às 22h; porque o artista se permitiu participar ativamente das diversas atividades cotidianas da cidade de Santo André, transitando pela periferia e centro da cidade – entre becos e condomínios, estreitando relações institucionais, profissionais e até estabelecendo vínculo afetivo com o público envolvido no processo. Portanto não dá para descartar a metodologia da cartografia afetiva empregada pelo artista durante a ocupação na sua residência artística em Ateliê Aberto, não somente num determinado equipamento público, como também em toda uma cidade, que vive características de uma grande metrópole, mas de proporções menores, visíveis e palpáveis se compararmos a uma capital como São Paulo – por exemplo.
E assim como resultado do processo em Ateliê Aberto, o artista Thiago Vaz nos mostra as obras que produziu ao longo dessa intensa vivência na cidade de Santo André, a qual ele insiste em chamar de “a Capital do ABC”.

Uma das propostas do projeto seria registrar a movimentação da cidade com uma câmera fotográfica em punho, mas ao invés disso, Vaz resolveu ativar a fotografia do olhar e armazenou os dados semióticos no campo da memória, e em seguida salientou em suas obras os fatos mais pertinentes e significativos para a ocasião, e retratou a cidade a partir da disposição de um de seus trabalhos de arte urbana – Los Primus.

Nessa exposição, Los Primus nos mostra o que já é latente em sua composição poética, como que as relações sociais de indivíduos e coletivos conviventes num mesmo lugar, porém, divididos e segregados por territórios: hora de prepotência na disputa do poder; hora de resistência na reivindicação de dignidade; hora de resiliência na conciliação de conflitos para uma pseudopaz que permanece numa guerra silenciosa e nociva para o bem viver de uma cidade.

Portanto, a soma da residência artística com essa exposição é o resultado do olhar e da vivência do artista, trazendo a re-significação de tudo o que é concomitantemente descartado pelos donos da cidade.

 

Conheça mais sobre o trabalho de Los Primus aqui