Repressão contra arte urbana

Prof. Dr. Alexandre Barbosa Pereira e Thiago Vaz em palestra na UFABC sobre a repressão e a criminalização da arte urbana em São Paulo.

Artistas e ativistas de arte urbana estão sofrendo repressão e perseguição desde o mês janeiro  de 2017 por causa de uma agenda política para o marketing espontâneo de governos municipais da região metropolitana de São Paulo, que está pautada no cerceamento das expressões  estéticas  e performáticas manifestadas no espaço público urbano por artistas urbanos – grafiteiros, escritores de graffiti,  pichadores e pixadores. O destaque é da capital paulista que motivou a detenção de dezenas de artistas urbanos num período de três meses e que em tempo recorde sancionou  o projeto de endurecimento da lei para crimes contra o patrimônio público e privado e crime ambiental, previstos aos atos de transgressão de artistas e ativistas que exploram o espaço público para reivindicar o direito à cidade – (ver repercussão desse assunto em resultados de pesquisa).

Os palestrantes do encontro foram o artista urbano Thiago Vaz e o doutor em Antropologia Social, professor Alexandre Barbosa Pereira. Ambos compuseram uma mesa que discutiu o assunto junto aos alunos da Universidade Federal do ABC no campus de Ciências e Humanidades, em São Bernardo do Campo, e que resultou numa conversa construtiva e colaborativa quanto à produção de conhecimento com a temática que merece um maior apreço nos ambientes escolares, desde a base no ensino médio até as mais nobres titulações acadêmicas.

Ficou claro que não se pode negar o evidente interesse das novas gerações sobre o conhecimento das manifestações estéticas e radicais das artes urbanas que interferem na vida social contemporânea – dado o apogeu dessa linguagem artística em pleno século XXI.

O artista Urbano e idealizador da ELAU – Escola Livre de Artes Urbanas -, Thiago Vaz, exibiu uma mostra das manifestações de arte urbana existente no mundo todo e endossou à necessidade das obras de arte não encomendada que surgem a todo o momento e em todo o mundo, graças a ousadia de artistas irreverentes, contemporâneos desse movimento de arte que não para de crescer.

O professor e doutor Alexandre Barbosa Pereira apresentou a sua pesquisa sobre o circuito do movimento do pixo de toda a região metropolitana de São Paulo. E abarcou em sua análise as implicações sociais as quais envolvem os pixadores da velha e da nova escola desse seguimento estético e de códigos de conduta peculiares que se difere das de outros lugares do mundo, considerando os diversos aspectos da cultura de periferia predominante nessa rede social off-line –  conforme a denominação do professor.

Após a conversa, Thiago Vaz realizou uma intervenção de pôsteres com técnica de lambe-lambe em mobiliários da universidade.

Oficina e intervenção de lambe lambe em mobiliários da UFABC

 

 

 

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